Primeira cidade flutuante será construída na Polinésia Francesa até 2020 - Smart City Laguna
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28/11/2018 Primeira cidade flutuante será construída na Polinésia Francesa até 2020

Planos ambiciosos para criar uma cidade no mar, com casas, escritórios e restaurantes, estão começando a se materializar. Um projeto-piloto, em andamento, nas águas costeiras da Polinésia Francesa deve se tornar a primeira comunidade flutuante em funcionamento até 2020, oferecendo casas para até 300 pessoas.

Engenheiros e arquitetos estendem os planos para criação de um instituto de pesquisa na cidade flutuante, e até mesmo uma usina de energia. O projeto está estimado em cerca de US$ 167 milhões.

O projeto “Seasteading” terá vários patrocinadores, entre eles o bilionário do Vale do Silício, Peter Thiel, que investiu US $ 1,7 milhão no The Seasteading Institute.

Hotéis, casas, escritórios e restaurantes serão construídos em 2020 pelo Instituto Seasteading, uma organização sem fins lucrativos. O jornal Dailymail explica que, em janeiro, a empresa firmou um acordo com a Polinésia Francesa para estabelecer uma cidade experimental próximo à sua costa. Joe Quirk, presidente do Instituto Seasteading, disse que quer ver “milhares” de cidades flutuantes até 2050. Ou seja, veremos a criação de uma cidade independente que flutuará em águas internacionais e operará dentro de suas próprias leis.

A primeira ilha está sendo financiada por uma moeda virtual, um novo conceito que ganhou popularidade, no qual o dinheiro é gerado pelas massas através da criação e venda de uma moeda virtual. O instituto espera arrecadar cerca de 60 milhões de dólares até 2020 para construir uma dúzia de edifícios. As estruturas terão “telhados verdes” cobertos de vegetação e a construção usará bambu, fibra de coco, madeira, metal reciclado e plástico.

Os planos do projeto foram aprovados pelo governo da Polinésia Francesa, que agora está criando uma zona econômica especial para a cidade flutuante operar sob suas próprias leis comerciais.

O pequeno país, formado por um grupo de 118 ilhas no Pacífico Sul, com uma população de pouco mais de 200 mil habitantes, concedeu ao Instituto Seasteading 40 hectares de praia para operar. A Polinésia Francesa está interessada no projeto porque a área está em risco devido à elevação do nível do mar.