Porto do Pecém passa por mudanças operacionais - Smart City Laguna
Related content
23/08/2019

Porto do Pecém passa por mudanças operacionais

A chegada de executivos do Porto de Roterdã (Holanda) ao Porto do Pecém já tem demonstrado mudanças iniciais em processos operacionais no terminal cearense. No ano passado, o Governo do Ceará e a autoridade portuária holandesa assinaram contrato de parceria para alavancar o potencial do Pecém.

Uma das alterações já percebidas no setor é a desburocratização de procedimentos e o atendimento mais eficiente a exportadores e importadores.

Gestão e governança do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) também estão sendo modificadas aos poucos. De acordo com o secretário do Desenvolvimento Econômico e Trabalho do Estado (Sedet), Maia Júnior, ainda é cedo para constatar as transformações mais profundas que os holandeses planejam para o equipamento.

“Hoje tem uma consultoria que está reestruturando completamente os processos de gestão e de governança. Isso já foi fruto da chegada deles (executivos de Roterdã). Eles desenharam uma nova estrutura para a operação tanto do Cipp quanto para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE). O novo organograma das empresas também já foi aprovado pelo Conselho”.

Segundo Maia, os executivos de Roterdã, em conjunto com as autoridades cearenses, estão discutindo projetos diretores para o Cipp.

Leia também: Pecém poderá se tornar o principal terminal marítimo do Nordeste

“Eles vão apresentar ao Conselho de Administração um masterplan voltado para a operação portuária de manutenção preventiva de todas as estruturas do Porto. Também está em preparação um plano de Capex, que é um programa de investimentos. Ainda estão preparando um masterplan de desenvolvimento industrial”, diz.

Para o diretor-presidente do Cipp, Danilo Serpa, a nomeação de holandeses para cargos estratégicos no Pecém representa um passo importante na parceria entre as empresas.

“Temos uma busca constante pela melhoria, pela otimização dos nossos processos. A chegada de profissionais do Porto de Roterdã traz muita experiência e um conhecimento operacional diferenciado sobre o manuseio de cargas diferentes, a logística e a gestão das expectativas do cliente”, acrescenta.

Heitor Studart, presidente da Câmara Setorial de Logística (CSLog) e coordenador do Núcleo de Infraestrutura da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), garante que algumas mudanças já podem ser percebidas.

“Primeiro: nós pedimos agilidade nos plantões e isso melhorou. Segundo: a parte de escaneamento de cargas também foi solucionada. Havia um duplo escaneamento, quando o contêiner entrava no Porto e lá dentro, o que gerava custos”.

Outra mudança percebida foi no atendimento a exportadores e importadores. Conforme Rômulo Holanda, analista de exportação da Frota Aduaneira, há novos procedimentos e horários mais flexíveis para os serviços.

Além disso, o Porto passa por diversas obras, entre elas a ampliação da área de contêineres para carga perigosa, o novo portão de acesso e o novo berço de atracação. Os investimentos são da ordem de R$ 753,8 milhões.

Fonte: Diário do Nordeste