Pecém: um novo porto - Smart City Laguna
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17/10/2017 Pecém: um novo porto

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Localizado no coração da Europa, o Porto de Roterdã é um gigante. Todos os anos, seus 45 km de extensão recebem e embarcam quase 500 milhões de toneladas. Embora seja o maior do continente, não é apenas em tamanho que ele chama atenção. Com uma gestão inovadora e eficiente, Roterdã virou uma força internacional em logística e administração portuária. Com o intuito de transferir para o Brasil essa expertise, o Governo do Ceará assinou em março de 2017, na Holanda, o Memorando de Entendimentos com o Porto de Roterdã. Por meio dele, fortalece uma parceria para a gestão do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), em São Gonçalo do Amarante, na Região Metropolitana de Fortaleza.

A assinatura do Memorando com o grupo holandês integra o leque de políticas públicas do Ceará, que se pautam em inovação, tecnologia e modernização da infraestrutura. A parceria com o Porto de Roterdã traz potencial de desenvolvimento socioeconômico para a região, com geração de renda e de empregos e melhoria da qualidade de vida.

A gestão compartilhada do terminal é o primeiro passo para que ele se transforme em um centro de distribuição (hub) de cargas, principalmente depois que foram feitas a ampliação do Canal do Panamá e a construção do Canal da Nicarágua. O Ceará está em uma localização privilegiada e estratégica para a movimentação de cargas entre Estados Unidos e Europa. Além disso, o Cipp tem a infraestrutura ideal para receber grandes embarcações: profundidade, berços, equipamentos e área.

Dentre as mudanças que estão sendo realizadas para adequar o Cipp ao modelo de gestão do equipamento holandês, está a verticalização da estrutura administrativa. Para isso, foi criado o Cipp S.A., que amplia a atuação da Companhia de Integração Portuária do Ceará (Cearáportos) e torna a Zona de Processamento de Exportação do Ceará (ZPE-CE) sua subsidiária. É uma estrutura similar à que existe em Roterdã, e isso facilita o acesso a investimentos, incentivos, logística e à zona de livre comércio. Além disso, o Complexo recebeu um aporte de R$ 1 bilhão em investimentos para obras e equipamentos.

Fonte: Revista Época.