Mobilidade: pontes entre prédios serão as novas ruas do céu - Smart City Laguna
Related content
30/01/2019 Mobilidade: pontes entre prédios serão as novas ruas do céu

Pense no crescimento urbano da seguinte forma: uma cidade do tamanho de Manhattan está sendo construída a cada dia. Muito desse crescimento é vertical – e alto. Desde 2000, o número de arranha-céus com 200 ou mais metros em construção triplicou. Em 2018, 160 novos arranha-céus passarão a funcionar em todo o mundo.

Mas esses majestosos monumentos da modernidade também são ruas sem saída, ou “silos”, da mobilidade. As pessoas entram neles no térreo e pegam um elevador até o seu andar. Para sair, eles precisam reverter o processo. Para ir ao mesmo andar de outro prédio a apenas 50 metros de distância, eles precisam viajar um quilômetro; para baixo, para o lado e para cima de novo.

Especialistas da Thyssenkrupp Elevator acham que seria mais fácil ir do último andar de um prédio para o último andar de outro. A empresa detalhou sua visão recentemente em Lisboa, Portugal, na célebre conferência Web Summit – o maior evento tecnológico do mundo.

Especialistas creem que já temos todos os componentes necessários para realmente construir “cidades no céu”. Lembre-se: os arranha-céus já estão aí. Tudo o que resta a fazer é conectar essas torres sólidas, mas solitárias – em várias alturas – para criar uma cidade mais móvel e com mais camadas que nos permita nos mover tanto vertical quanto horizontalmente, sem precisar repetir nossos passos a cada vez.

Vítimas de seu próprio sucesso?
Não é que arranha-céus convencionais estejam ultrapassados; a questão é que agora temos os recursos tecnológicos para expandir sua funcionalidade. O mesmo vale para elevadores. Sem eles, não teríamos prédios altos; mas se somente pensarmos neles como algo que sobe e desce, estaremos limitando seu potencial. Ou seja, não importa a velocidade e eficiência com a qual eles podem se mover verticalmente, eles ainda estão presos no silo de mobilidade vertical.

Ou será que não estão? “Sim e não”, dizem os especialistas. Sim porque o problema está principalmente nas nossas cabeças, na forma como pensamos sobre prédios e cidades. Não porque as coisas realmente mudaram, e agora é possível para nós – e os elevadores – ultrapassarmos os limites do silo.

Isso é importante, e precisamos abrir nossas cabeças para aquilo que nossa tecnologia finalmente pode fazer, principalmente porque a megatendência de urbanização em massa e seus efeitos estão criando bloqueios na rua para o fluxo livre de movimento nas nossas próprias cidades. Estamos desacelerando – mas não precisamos fazer isso.

Infraestrutura das cidades no céu
Pontes entre prédios, passarelas e planos elevados (avenidas ou campos elevados) podem fornecer as ligações horizontais que conectam os ossos verticais do novo esqueleto urbano. A recente conferência Skybridge, em Dubai, destacou a distância que a tecnologia de pontes entre prédios já percorreu e do que ela é capaz agora.

Em outras palavras: pontes entre prédios são as novas ruas do céu. Esses “arranha-horizontes” adicionam paralelos elevados à perpendicularidade dos arranha-céus tradicionais. Trabalhando juntos, eles criam a superestrutura para novos níveis da vida urbana.