Hub no Pecém: rota para a Ásia trará 31 mil contêineres - Smart City Laguna
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1/02/2018 Hub no Pecém: rota para a Ásia trará 31 mil contêineres

Hub do Pecem2

O Porto do Pecém, localizado em São Gonçalo do Amarante (CE), continua sendo alvo das maiores operadoras de cargas do mundo e, a partir de abril deste ano, quando a Maersk Line iniciar a operação entre o Brasil e Cingapura, a expectativa é que mais 31 mil contêineres em negócios comecem a ser movimentados no Ceará. Com a chamada linha AC 5, o Porto do Pecém estará conectado com os principais destinos da Ásia: Cingapura, China, Hong Kong, Coreia do Sul, além da Colômbia e do Caribe, com um navio por semana, inicialmente.

As oportunidades de aprofundar a influência do porto cearense no transporte de cargas internacionais devem surgir a partir desta nova rota, mas já no que diz respeito à cabotagem (transporte de cargas entre os portos de um mesmo país) deve haver um incremento de 600 contêineres por semana somente para Manaus (AM).

É o que se espera a partir do resultado da estratégia de ampliação da dinamarquesa Maersk Line, após a aquisição da Hamburg Süd, finalizada em novembro do ano passado e pela qual a empresa espera fortalecer a posição da companhia na América Latina e Oceania.

Papel de hub fortalecido

“Estamos começando a assumir o papel de hub de verdade. Essa nova linha é um estimulo aos negócios, já que as empresas ganham na redução do tempo de transporte e nos custos. Vamos ter uma linha direta para a Ásia, sobretudo para as principais cidades da China e o porto de Cingapura (segundo maior porto do mundo), via canal do Panamá. Será um serviço único e por isso, tão importante”, afirma Danilo Serpa, presidente do Cipp (antiga Cearáportos).

O executivo destaca ainda a importância do Pecém para o Norte e o Nordeste brasileiros, uma vez que servirá de distribuidor e concentrador das cargas regionais que vão para o exterior e as cargas internacionais endereçadas a cidades dessas duas regiões do País.

Mas essa conexão fortalece o posicionamento do Porto do Pecém também dentro da estratégia montada pelo governo cearense, uma vez que o equipamento é dos principais ativos do Estado e cujo valor é um dos maiores, conforme atestou estudo encomendado para o plano de parcerias público-privadas do Ceará.

“É um antigo sonho, que só foi possível virar realidade, com os investimentos feitos pela Cipp e APM Terminais na Infraestrutura e Superestrutura portuária de Pecém e a colaboração operacional com a Maersk, nosso único parceiro nesse novo Serviço”, destacou André Magalhães, gerente da Hamburg Suda, por nota, acrescentando ainda que “as instalações e os modernos equipamentos proporcionaram um aumento significativo na produtividade operacional do Porto”.

“Com o ganho de produtividade, conseguimos reduzir o tempo que o navio fica atracado no Porto, melhoramos as conexões de transbordo com os nossos navios de Cabotagem e consequentemente melhoramos o fluxo – reduzimos o lead time – dos nossos clientes”, completa.

Menor tempo no trajeto

O tempo de 29 dias entre Cingapura e Brasil é a principal vantagem da linha AC 5, que tem no Porto do Pecém o único terminal brasileiro de ponto de atracação. A importação ou exportação de produtos entre esses destinos levam, hoje, cerca de 60 dias para concluir todo o processo por outras vias já em operação.

A inauguração da AC 5 também marca o início de uma esperada linha, que é motivo de expectativas dos mercados logístico e portuário mundiais há quase uma década: a ampliação do Canal do Panamá. A nova rota da Maersk conecta a Ásia ao Brasil, passando por importantes locais do comércio internacional de cargas.

Interligando estes destinos com paradas estratégicas na América Latina, a companhia ainda amplia a cobertura direta de seus cargueiros para a costa leste do continente, podendo estender via as linhas AC 1 para os mercados de Peru e Chile, e com a linha AC 2 cobrir o México e a América Central, além de atender a costa oeste da América Latina com a linha AC 3.

“O novo serviço emblemático foi projetado com os nossos clientes em mente para permitir que eles cresçam seus negócios ainda mais. Nossos clientes na Colômbia, no Caribe e Pecém, no Brasil, agora poderão beneficiar de serviços diretos, melhores tempos de trânsito do Extremo Oriente e maior cobertura direta de portos. Especificamente, o serviço AC5 adicionará navios diretos para Cartagena, Colômbia e Manzanillo, Panamá, e conexões para Pecém, Brasil”, avaliou Lars Ostergaard Nielsen, presidente da Maersk Line para a América Latina, em entrevista publicada no website chileno Portal Portuário.

Fonte: Diário do Nordeste.