Enel compra 70% da Eletropaulo por R$ 5,5 bi e vira líder em distribuição de energia no Brasil - Smart City Laguna
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5/06/2018 Enel compra 70% da Eletropaulo por R$ 5,5 bi e vira líder em distribuição de energia no Brasil

A italiana Enel se tornou líder em distribuição de energia no Brasil ao fechar a compra de 73% da Eletropaulo por R$ 5,552 bilhões. Ao todo, foram negociadas 122,7 milhões de ações em oferta pública em leilão realizado nesta segunda-feira (4) na bolsa de valores (B3). O preço por ação, de R$ 45,22, foi definido na quarta-feira (30).

A Eletropaulo tem 167,3 milhões de ações em circulação. Se todos os acionistas tivessem optado por vender seus papéis à companhia italiana, o custo da operação seria de R$ 7,56 bilhões.

Com a transação, a Enel ainda se comprometeu a fazer um aumento de capital na distribuidora paulista de pelo menos R$ 1,5 bilhão.

Para assumir o controle da Eletropaulo, a companhia italiana ofereceu um valor por ação maior do que o proposto pela Neoenergia (R$ 39,53).

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Ganho de escala e liderança de mercado
Com a compra do controle da Eletropaulo, a Enel passa a ser líder em distribuição de energia e adiciona 7 milhões de consumidores à base de clientes da Enel no Brasil, que alcança 17 milhões, “acelerando sua trajetória de crescimento nas maiores áreas metropolitanas do mundo”, conforme disse a companhia em nota.

Antes da negociação, a liderança em distribuição de Energia era ocupada pela CPFL Energia, da chinesa State Grid.

A briga pela distribuidora, responsável por levar energia a São Paulo e outras 23 cidades da região metropolitana, foi acirrada, com direito a interferência de autoridades na negociação e críticas públicas entre as possíveis compradoras.

O grande interesse na transação se deveu à possibilidade de controlar a companhia, até então de capital pulverizado, e a vantagens operacionais por conta do tamanho, da região abastecida e do perfil do consumidor atendido por ela, segundo especialistas ouvidos pelo G1.

Antes do leilão, a maior parte dos papéis (49,58%) da Eletropaulo estava na mão de pequenos investidores e podia circular na bolsa. Seus maiores acionistas individuais eram o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDESPar) e o grupo AES, que detinham 18,73% e 16,84% das ações, respectivamente. A União Federal tinha outros 7,97%, investidores qualificados tinham outros 5,05% e 1,83% estavam na tesouraria da empresa.

Desde que as ofertas pela empresa começaram em março até a definição do comprador, o valor de mercado da companhia aumentou de cerca de R$ 3 bilhões para R$ 5,5 bilhões, segundo dados da Economatica.

Fonte: G1.