EDP inaugura unidade sustentável no Pecém - Smart City Laguna
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4/10/2017 EDP inaugura unidade sustentável no Pecém

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Em meio à crise hídrica no Ceará, a EDP inaugura nesta quinta-feira (5) um novo prédio administrativo da Usina Termelétrica do Pecém (UTE Pecém). Segundo a empresa, a unidade foi construída respeitando valores como sustentabilidade. “O prédio possui 108 posições de trabalho e foi pensado para aproveitar características naturais da região, como luminosidade e ventilação, além de reutilizar água. A obra inovou ao utilizar cinzas de carvão mineral na composição (volume) de blocos de vedação, blocos calha, meio fio, piso intertravados H6 e H8”, informou a empresa.

A companhia investiu aproximadamente R$ 5,8 milhões na pesquisa de utilização de cinza de carvão mineral. A termelétrica UTE Pecém, administrada pela EDP, tem capacidade instalada de 720 MW, correspondente a cerca de 45% da energia consumida no Ceará.

Sustentabilidade

O novo prédio administrativo UTE Pecém é equipado com reservatórios para captar água da chuva e direcioná-la para uso em caixas sanitárias e irrigação de jardim. Ao todo, o sistema tem capacidade de acumular 20 mil litros de água.
Segundo a EDP, a laje do prédio possui entradas para a luz natural no ambiente interno, reduzindo a necessidade de iluminação artificial. “A unidade tem ventilação natural em algumas áreas dispensando a necessidade de aparelhos de ar-condicionado. Possui um sistema de gerenciamento de energia para aumentar a eficiência energética, gerenciar a temperatura do sistema de refrigeração”, informou.

Reúso de cinzas

A cinza do carvão mineral foi adicionada à massa que forma os blocos de concreto utilizados na construção das paredes, na massa do meio feio e no calçamento externo da unidade. A composição está sendo de 95% insumo tradicional e 5% de cinza. O gerente de Sustentabilidade, Márcio Aguiar, explica que os benefícios da utilização de cinzas em blocos pré-moldados são vários. “Além da transformação de resíduo em insumo, é possível a geração de receita com a comercialização de cinzas e ainda redução de impactos ambientais em decorrência da substituição de recursos naturais por resíduos na indústria de pré-moldados”, explica.

Fonte: Diário do Nordeste