Crédito imobiliário em 2019 subirá de 7% para 13%, prevê Abecip - Smart City Laguna
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25/07/2019

Crédito imobiliário em 2019 subirá de 7% para 13%, prevê Abecip

A Abecip, associação das entidades de crédito imobiliário, revisou para cima suas estimativas para 2019. A projeção de expansão do financiamento total passou de 7% para 13%, com o crédito imobiliário chegando a R$ 132 bilhões.

A previsão de crescimento dos empréstimos com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) passou de 20% para 31%.

Para a parcela com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), destinado basicamente para o programa Minha Casa Minha Vida, a expectativa era de encolhimento de 5% e houve ligeira melhora, para uma projeção agora de redução de 4%.

O crédito imobiliário total avançou 1% no primeiro semestre de 2019, ante 2018, praticamente estável em R$ 60 bilhões. Isso porque o financiamento pelo SBPE subiu 33%, para R$ 33,7 bilhões, mas, na fatia com recursos do FGTS, houve recuo de 23%, para R$ 26,9 bilhões.

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Construção

O financiamento à construção com recursos do SBPE cresceu 62,3% no primeiro semestre, ante igual período de 2018, de acordo com a Abecip. Foram R$ 8,2 bilhões contratados no período, ainda distante do patamar de R$ 14 bilhões de anos pré-crise.

O presidente da Abecip, Gilberto Duarte Filho, destaca que, nos primeiros semestres dos últimos três anos, esse crescimento não passava de 5%.

“Isso indica que os construtores estão voltando a colocar suas empresas para rodar, antecipando o movimento do mercado. Aqui neste ano a gente já está falando que a construção está voltando a fazer negócios”, afirma.

O financiamento para aquisição de imóveis, destinado à pessoa física, avançou menos que o otimismo das incorporadoras: 26% no primeiro semestre.

Na abertura dos dados, Duarte Filho observa que o crédito para imóveis usados subiu 67%, enquanto para unidades novas caiu 6%.

“A venda de imóveis usados é um indicador antecedente do que vai acontecer com o mercado. Se estão comprando mais usados do que novos, é porque falta produto. O volume de financiamento de novas unidades depende de quanto foi construído”, diz.

Com informações do G1