Conheça o que mudou no Ceará com a chegada da Siderúrgica - Smart City Laguna
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5/11/2018 Conheça o que mudou no Ceará com a chegada da Siderúrgica

Tamirys Ferreira de Morais, de 29 anos, encontrou uma oportunidade profissional na Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Ela trabalha na sala de controle do Pátio de Matérias-Primas da siderúrgica, em uma atividade essencial para a área dela. A técnica em petróleo e gás começou como estagiária, em 2015, e, em pouco tempo, foi efetivada como empregada da empresa. “Quero me capacitar em eletrotécnica para crescer na CSP”, projeta Tamirys.

Claudio Henrique Paiva Filho, de 34 anos, após dez anos trabalhando como mecânico em uma indústria têxtil de Maracanaú, fez um curso de aprimoramento na profissão e decidiu enviar o currículo para a CSP. Em 19 de outubro de 2015, passou de mecânico a técnico em manutenção. Uma nova empresa em uma nova atividade. Segundo ele, sua renda mensal praticamente dobrou, o que o possibilitou comprar a casa própria para morar com a esposa e a filha. Agora, seu objetivo é estudar para se tornar engenheiro de produção.

Tamirys, cuja trajetória na CSP começo como estágio, tem o objetivo de capacitar-se em eletrotécnica. (Foto: Divulgação / CSP)

Tamirys e Cláudio são dois entre milhares de exemplos de cearenses e brasileiros que foram impactados positivamente pelas oportunidades geradas pela siderurgia no Ceará, que investiu e investe em formação de mão de obra e em desenvolvimento de fornecedores. Ainda que a maior parte de sua produção seja destinada ao mercado internacional, a CSP, por exemplo, tem como um dos seus pilares contribuir para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável do Ceará.

Atualmente, são cerca de 20 mil empregos gerados pelas atividades da CSP, levando em conta os diretos e indiretos, que incluem os empregos gerados pelas empresas contratadas pela siderúrgica. De acordo com o Observatório da Indústria, pelo menos a partir de 2014, com a instalação da companhia, o volume de postos de trabalho gerados na siderurgia do Ceará começou a crescer significativamente, bem como o dinheiro movimentado por esses novos empregados.

Em 2013, o setor da siderurgia gerava 588 vagas de empregos formais diretos no Estado. Com a implantação gradativa da CSP, o setor passou a gerar, em 2017, 3.089 postos de trabalho diretos, o que representa um salto de 0,7% para cerca de 4% do total de empregos do Ceará.

Desenvolvimento e contratação de fornecedores locais

Umas das contribuições do setor siderúrgico no Estado para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável foi o investimento na capacitação de fornecedores locais, como a criação do Dia do Fornecedor Local. Só esta ação já gerou R$ 5,5 milhões em negócios às empresas participantes, de fevereiro deste ano até agora. A partir do projeto, a CSP já recebeu 100 fornecedores da região, em geral pequenas e médias empresas, 74 fornecedores já foram qualificados e 26 estão em processo de análise.

O Ceará no mapa mundial da siderurgia

A CSP, que produz placas de aço desde junho de 2016 em São Gonçalo do Amarante, colocou o Ceará em uma posição de destaque no mercado siderúrgico brasileiro. A empresa atingiu a marca de 2.199.638 toneladas de placas de aço produzidas de janeiro a setembro de 2018, com performance em alta nos últimos três meses. No que se refere à exportação, a companhia embarcou 2.200.195 toneladas de placas de aço pelo Porto do Pecém. A capacidade instalada de produção da CSP é de 3 milhões de toneladas por ano.

Em dois anos de produção, os resultados alcançados só crescem, acompanhando o bom desempenho do mercado nacional. Segundo dados do Instituto Aço Brasil (IABR), de janeiro a setembro, comparando 2018 com 2017, a produção de placas de aço cresceu 16%, totalizando quase 9 milhões de toneladas.

O Ceará deixou de ser apenas exportador de frutas, calçados, castanhas de caju e camarão para entrar no rol dos chamados “players” da siderurgia. O Estado contabiliza em 2018 um total de U$$ 896,8 milhões exportados em produtos de ferro fundido, ferro e aço. Em 2014, esse valor era de apenas U$$ 2,87 milhões.

E para o futuro?

A CSP objetiva manter os bons resultados alcançados em 2018, chegando à sua capacidade nominal, com foco nos conceitos de austeridade, eficiência e zero desperdício. Atualmente, são mais de 180 tipos de placas de aço sendo destinadas pela empresa para mais de 20 países. Os principais compradores das placas de aço da CSP, de agosto de 2016 a setembro de 2018, foram: Estados Unidos (1.287.395 t de placas de aço compradas); México (921.374 t de placas de aço compradas); Turquia (804.867 t de placas de aço compradas); Brasil (355.721 t de placas de aço compradas) e Coreia do Sul (343.836 toneladas de placas de aço compradas). As exportações de placas de aço da CSP aumentaram em mais de 70% as exportações do Porto do Pecém.

Fonte: O Povo.