Cidades inteligentes são construídas por pessoas inteligentes, não por coisas inteligentes - Smart City Laguna
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21/08/2019

Cidades inteligentes são construídas por pessoas inteligentes, não por coisas inteligentes

As smart cities (cidades inteligentes) não são uma ideia nova. Suas origens remontam há 100 anos. O planejador urbano do início do século XX, Le Corbusier, entendia o conceito de casa como uma “máquina para viver”.

Hoje, os avanços em tecnologias estão transformando cidades inteligentes em realidade. Já existem alguns exemplos de smart cities construídas a partir do zero. Veja!

Smart City Laguna

A primeira cidade inteligente inclusiva do mundo foi construída pela Planet Smart City. Ela está localizada em São Gonçalo do Amarante, no Ceará. Com as obras em andamento, a empresa já começou a construção da sua segunda smart city em Natal (RN).

Sidewalk Labs

A Sidewalk Labs, do Alphabet (empresa-mãe do Google), revelou recentemente detalhes para construir uma cidade inteligente no distrito de Quayside, em Toronto, no Canadá.

Instituto de Cidades Inteligentes

A Conferência dos Prefeitos dos EUA (USCM) também lançou, recentemente, um novo Instituto de Cidades Inteligentes. O projeto tem a colaboração da Universidade de Nova York. O intuito é avançar na discussão sobre como a tecnologia pode acelerar o progresso urbano.

Novas tecnologias nas cidades inteligentes

De fato, as Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) e a Internet das coisas (IoT) podem aumentar consideravelmente a eficiência, conectividade e conveniência das nossas cidades.

No entanto, em meio a todo o entusiasmo pelas cidades inteligentes, o elemento mais importante não pode ser esquecido: os cidadãos.

Sim, as tecnologias inteligentes destinam-se a melhorar a vida dos cidadãos. Porém, a verdadeira melhoria começa com o progresso das pessoas, não apenas dos locais em que elas vivem. A cidade inteligente do futuro só será próspera se o seu povo for preparado para habitá-la.

Como o urbanista da University College London, Michael Batty, escreve em “Inventando as cidades do futuro”: “os tipos de automação, que atualmente caracterizam a cidade inteligente, são apenas inteligentes na medida em que nós mesmos as usamos de maneira correta. Somos nós que devemos ser inteligentes e não os dispositivos que usamos”.

Leia também: Como o Big Data irá impulsionar a inovação nas cidades inteligentes

O capital humano como prioridade nas cidades inteligentes

Há uma série de estudos que sugerem que o investimento em capital humano tem sido tão ou mais importante do que a tecnologia na criação de cidades.

O trabalho de Edward Glaeser, de Harvard, e Albert Saiz, do MIT, por exemplo, demonstra que a educação é o fator mais confiável para o crescimento urbano, depois do clima da cidade.

“A melhor maneira de criar uma cidade inteligente”, escreve Glaeser em seu best-seller “Triumph of the City”, “é criar escolas que atraiam e retenham as pessoas”.

Já Ratti e seus colegas do Senseable City Lab, do MIT, por exemplo, costumam usar o termo cidades sensíveis em vez de cidades inteligentes. Segundo eles, cidades sensíveis são centradas no ser humano e não inteiramente planejadas, deixando espaço para adaptação e exploração.

Essas cidades sensíveis respondem às necessidades humanas em tempo real, integrando sistemas e cidadãos, redes digitais e físicas, inovações infraestruturais e sociais. Não há dúvida de que as tecnologias emergentes podem ajudar a tornar a vida das pessoas mais eficientes, produtivas e convenientes.

Tecnologias da Informação e Comunicação e a Internet das Coisas já estão transformando cidades em todo o mundo. São redes hiperconectadas e onipresentes que poderão otimizar tudo, desde o deslocamento até o consumo de energia.

No entanto, essas tecnologias não podem, por si mesmas, criar uma cidadania mais inovadora, educada, talentosa, resiliente e capacitada. Coisas inteligentes não podem substituir pessoas inteligentes.

Com informações da Forbes