Brasil terá primeira cidade inteligente do mundo com lotes a preços populares - Smart City Laguna
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13/09/2017 Brasil terá primeira cidade inteligente do mundo com lotes a preços populares

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O município cearense de São Gonçalo do Amarante, a 60 km de Fortaleza, vai ganhar a primeira cidade inteligente social do mundo. A primeira parte da Smart City Laguna deve ser entregue já em dezembro de 2017.

Todo o projeto está sendo desenvolvido por um grupo de empresas da Itália. Assim que estiver pronta, a Smart City será entregue para ser administrada pelo município cearense. Rogério Cavalcante, diretor comercial da SG Desenvolvimento, empresa que está executando o projeto, afirma que “o projeto propõe o desenvolvimento e patrocínio de ações e o uso de tecnologias que permitam que a própria sociedade seja propulsora da sustentabilidade nos quatro pilares que sustentam uma smart city social”. De acordo com Cavalcante, essa será a primeira cidade do mundo com essa característica. “Trata-se de uma cidade ao alcance de todos, de forma acessível e com projetos sociais voltados a atender as necessidades dos cidadãos”, diz. Além da SG, também está envolvida no projeto a Planet, empresa italiana que criou o conceito de “cidade inteligente social”.

Bicicletas e carros compartilhados, energia gerada de forma limpa e reaproveitamento de água da chuva são alguns dos serviços que estarão disponíveis na cidade. Ao contrário do que pode parecer, no entanto, a Smart City Laguna não será um condomínio fechado, como esclarece Antonella Marzi, arquiteta e uma das sócias da Recs Architects. A empresa é a responsável pelo projeto de urbanismo da smart city. “Trata-se de uma cidade aberta, como qualquer outra, a cidade não terá muros e seu acesso será livre para qualquer cidadão”, diz. No projeto estão incluídas zonas residenciais e comerciais, além de um polo empresarial.

Sustentável e a serviço da população

O conceito de sustentabilidade não será apenas uma etiqueta no caso da Smart City Laguna, de acordo com a SG. Toda a infraestrutura foi planejada para incorporar esse conceito ao cotidiano dos moradores. É o caso, por exemplo, dos pisos intertravados escolhidos para a pavimentação. Fabricados com materiais reciclados, eles reduzem as chamadas ilhas de calor e diminuem o consumo de energia. Painéis fotovoltaicos, sensores de luminosidade, ciclovias e hortas compartilhadas são alguns dos elementos que fazem parte do projeto. “Alguns desses serviços, principalmente os da área de tecnologia, serão prestados pela Planet. Essa cidade é um protótipo. É uma espécie de experimentação”, afirma Antonella.

Cavalcante explica que os serviços serão disponibilizados para os moradores de acordo com o crescimento populacional da cidade inteligente. A ideia é firmar parcerias público-privadas para possibilitar a implantação desses serviços. O aplicativo “Planet App” vai funcionar como um painel de controle da smart city para seus moradores. “Após o cadastro no aplicativo, os usuários terão acesso a todos os serviços da cidade, além de contato com outros moradores, participação em projetos e serviços disponíveis e acesso a dados privados do próprio usuário”, explica o diretor. Na plataforma será possível controlar o consumo de água e energia e acompanhar a qualidade do ar, por exemplo. Outra promessa do projeto é disponibilizar Wi-Fi gratuito para todas as regiões da cidade.

Fonte: Gazeta do Povo